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Como fazer alisamento no cabelo de forma segura?

Como Fazer Alisamento No Cabelo De Forma Segura?

As mulheres brasileiras estão entre as que mais recorrem ao alisamento de cabelo. Uma pesquisa mostrou que 42% das mulheres têm cabelo liso, contudo somente 19% desse percentual são naturais. A pesquisa mostra também que 61% das mulheres procuram alguma maneira de ter cabelos lisos e 57% já realizaram algum procedimento do tipo.

Acontece que elas estão buscando formas mais seguras de como fazer alisamento nos cabelos, tendo em vista que já estão alertas quanto aos efeitos nocivos de alguns produtos. Veja neste post as formas mais seguras de alisar as madeixas!

Por que alisar o cabelo e como fazer alisamento de forma segura?

Precisamos deixar claro que o ato de alisar é uma escolha pessoal e não uma pressão estética. A intenção aqui é o autocuidado e o respeito pelas suas decisões. Se seu caso for um momento de desespero dentro da transição capilar, não tem problema, aqui você encontrará formas seguras e algumas não definitivas para alisar os seus fios.

Segundo a ANVISA, há dois compostos presentes nas fórmulas dos alisantes que são nocivos ao organismo: glutaraldeído e formol. Vamos listar o que ocorre no cabelo com cada uma dessas substâncias perigosas.

Formol

O formol presente nos produtos alisantes abre as cutículas, chegando ao córtex. Nessa camada, ele ataca as pontes de dissulfeto, responsáveis por dar forma aos fios. Essa quebra alisa os fios, mas há um custo elevado: pode causar alergia, queimaduras no couro cabeludo, dermatite, entre outros males.

Se quiser saber se algum produto que utiliza contém esse componente, além de ter menção dele nos ingredientes descrito no rótulo, o odor é inconfundível e lacrimejante, pois gera forte ardência nos olhos, narinas e garganta, causando muita tosse e, às vezes, sufocamento.

Sua concentração máxima permitida em produtos de beleza pela ANVISA é de 0,2% como conservantes. Então, leia sempre o rótulo dos produtos antes de usar nos seus cabelos.

Glutaraldeído

Popularmente conhecido como glutaral, é 10 vezes mais potente que o formol. O resultado é um risco 10 vezes maior, podendo causar intoxicação interna, dermatite, fratura do fio e queimaduras tanto para a pessoa que está recebendo o tratamento quanto ao profissional que está aplicando.

Além disso, há riscos imediatos como náuseas, vômitos, amargo na boca, dores abdominais, feridas na região da boca e olhos, desmaio e, em casos extremos e a longo prazo, câncer.

Este componente químico é encontrado em produtos de limpeza hospitalares e desinfetantes ambulatoriais. Realmente, não vale a pena correr tantos riscos para ter um cabelo liso!

Quais as fórmulas seguras?

Existem muitas formas de alisar o cabelo sem prejudicar a estrutura dos fios, tanto de forma definitiva quanto temporária. Nem precisamos citar que escova e chapinha são válidas para aquela necessidade rápida do dia a dia. E para a alegria de todos, há produtos no mercado livres dessas substâncias perigosas. Vamos a algumas delas!

Alisantes à base de ácido tioglicólico

A ANVISA permite substâncias seguras para o alisamento como, por exemplo, os derivados do ácido tioglicólico, com as variações de aminometilpropanol e do tiometacrilato, que são permitidos pela legislação e apresentam propriedades alisantes, porém são agentes mais suaves e reversíveis.

A ação do ácido tioglicólico nos fios é de separar as ligações de enxofre e tornar o cabelo maleável. Assim, basta colocar o formato que desejar nas madeixas e fixar esse formato com o neutralizante, que religa as conexões com o novo formato liso.

Alisantes à base de hidróxidos

A forma que esse alisante atua é rompendo com as ligações de dissulfeto e removendo átomos de enxofre dos fios, de modo que o cabelo se torne flexível o suficiente para dar o formato que desejar e sempre lembrando da utilização dos neutralizantes para encerrar o processo de alisamento.

Entenda agora quais são os principais procedimentos dentro desta técnica!

Botox capilar

O botox capilar é capaz de reduzir o volume e proporcionar um efeito anti-frizz sem trazer danos ao organismo. Normalmente, esse tipo de produto é produzido à base de aminoácidos, que estimulam a renovação celular e têm ação antioxidante, que aumentam a nutrição capilar, proporcionando mais maciez e brilho nos cabelos.

Progressivas

Esse produto normalmente proporciona um efeito liso com aspecto natural. Sua composição geralmente apresenta o Sodium PCA, que age como umectante natural e dá uma aparência saudável aos cabelos. Além dele, aminoácidos e complexo de óleos protegem os fios, fortalecendo suas camadas danificadas.

Henê

Apesar de ser uma técnica de alisamento antiga, também é uma maneira de alisar o cabelo de forma segura. O henê trata e alisa os fios sem causar dano à saúde humana. Sua base é o hidróxido, capaz de criar uma “capa” química que nutre e impede que outro alisante a penetre.

Os resultados aparecem depois de repetidas aplicações, sem danificar os fios ou o couro cabeludo. A desvantagem é que só pode ser usado por pessoas com colorações de cabelos pretos e não deve ser usado em fios que receberam qualquer tipo de química recentemente.

Como cuidar dos cabelos após o alisamento?

Sempre que as madeixas passam por processos agressivos como o alisamento, que alteram a estrutura interna dos fios, é necessário empenhar um tempo maior de cuidado tanto para a manutenção do efeito “liso passarela” quanto para a saúde das mechas.

É imprescindível dar uma atenção à reposição de massa capilar. Nessa etapa pós-química, use produtos ricos em queratina, óleos e aminoácidos. Como a fibra capilar fica com uma fragilidade maior, é necessário fazer um cronograma capilar e investir em hidratações quinzenais.

Nunca, em hipótese alguma, realize qualquer procedimento químico antes de fazer algum desses alisamentos. Caso tenha descolorido as mechas, feito luzes ou algum tipo de coloração, dê um tempo de descanso de pelo menos 15 dias a um mês entre os processos.

Se seu cabelo estiver muito danificado, a recomendação é tratar dos fios para deixá-los fortes e resistentes para essa transformação. Lembrando sempre que, ao usar o secador, não esquecer de utilizar algum protetor térmico para encapar os fios e evitar o corte químico.

A ANVISA recomenda procurar saber a composição dos produtos que prometem fazer o alisamento do cabelo. Novamente alertamos: leia sempre o rótulo e siga à risca as instruções de uso, dando sempre atenção às precauções e advertências presentes na embalagem. O órgão ainda recomenda optar sempre por produtos cosméticos registrados. O número de registro fica estampado na embalagem.

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Albérico Souza

Albérico Souza é diretor técnico da Hydra Cosméticos e proprietário de um renomado Salão de Beleza. Possui mais de 30 anos de experiência como Hair Stylist e realizou, durante sua carreira, cursos de aperfeiçoamento no exterior; além de diversas pesquisas sobre cosméticos e o mercado de beleza.

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